Dois artigos recentemente publicados na revista Science jogaram um balde de água fria sobre a promessa dos biocombustíveis de segunda geração derivados da celulose (partes lenhosas das plantas).
Um dos estudos foi feito por Jerry Melillo do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, que já desenvolveu pesquisas no Brasil. Este estudo sugere que as mudanças na forma como usamos a terra em conseqüência de cultivo para os biocombustíveis não são levadas em conta -- se fossem, seria mostrado que os biocombustíveis na realidade causam a liberação de mais gases de efeito estufa do que os combustíveis fósseis. As emissões de óxido nitroso com o aumento da utilização de adubos são uma grande parte deste problema.
No segundo artigo, Timothy Searchinger da Universidade de Princeton e um grupo de colegas de apontam falhas na maneira que as emissões de carbono são contabilizadas. Os autores comentam que a afirmação de que os combustíveis feitos a partir de biomassa podem ser contados como carbono neutro é errada.
Leia os artigos científicos aqui:
Melillo, J.M. et al. 2009. Indirect Emissions from Biofuels: How Important? DOI: 10.1126/science.1180251
Searchinger, T.D. et al 2009. Fixing a Critical Climate Accounting Error. DOI: 10.1126/science.1178797
Leia o artigo original completo de Katharine Sanderson aqui.


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