22/07/2009

SBPC encerra reunião em Manaus e diz que Amazônia é prioridade para pesquisa no Brasil

[Recebido por e-mail 18/07/2009 - Fonte: MCT]

Após uma semana de atividades científicas em Manaus, o presidente da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio
Raupp, disse hoje (17), no encerramento da 61ª reunião anual da
entidade, que a Amazônia vai continuar sendo uma das prioridades para
a pesquisa no país. "A ciência é fundamental no processo de
desenvolvimento da região e tem que ser feita por pessoas daqui",
defendeu.

Raupp afirmou que o desenvolvimento da Amazônia tem "caráter
estratégico" para o país, mas que deve ser ambiental e economicamente
sustentável e, para isso, a ciência tem papel relevante na busca de
soluções. "A Amazônia continuará no foco da SBPC", garantiu.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa),
Adalberto Val, destacou que, apesar da necessidade de mais
investimentos em pesquisa sobre a região, o que já se sabe sobre a
floresta tem que ser colocado em prática e considerado para a tomada
de decisões e formulação de políticas públicas. "Não há espaço para a
imobilidade no que se refere à Amazônia. Nós precisamos de mais
informações, mas temos resultados que já permitem intervenções seguras
em direção a um desenvolvimento com a manutenção da floresta em pé".

Val destacou o anúncio de investimentos para ciência e tecnologia na
região, feitos pelo ministro Sergio Rezende e a criação do programa
Bolsa para Todos, que vai financiar mestrado e doutorado para
estudantes do Norte e Centro-Oeste, como bons indicadores para a
mudança do perfil de pesquisas sobre a floresta. Segundo ele, apenas
uma pequena parte dos autores de estudos sobre a Amazônia vive na
região. "Precisamos produzir informação e não depender de produção
científica de outros sobre a nossa região", acrescentou.

Em 2010, a reunião anual da SBPC será realizada em Natal, no campus da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo Raupp, as
pesquisas sobre os oceanos deverão ganhar mais espaço no debate,
impulsionadas inclusive pela descoberta e início da exploração do
petróleo da camada do pré-sal. "É possível que esse seja o tema da
próxima reunião. Ainda há muito desconhecimento científico dos
impactos. Intervenções no mar geram tantos ou mais impactos que
interferências em biomas como a Amazônia", disse.

21/07/2009

3o Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável

3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável
04 a 06 de agosto de 2009
Teatro Tuca - PUC - São Paulo

http://www.sustentavel.org.br

16/07/2009

A morte dos rios não traz desenvolvimento

[artigo de Ruben Siqueira, Sociólogo, agente da CPT na Bacia do Rio São Francisco, colaborador e articulista do EcoDebate - Recebido por e-mail]

A morte dos rios não traz desenvolvimentohttp://www.ecodebate.com.br/2009/07/11/a-morte-dos-rios-nao-traz-desenvolvimento-artigo-de-ruben-siqueira/


A civilização nasceu entre os rios Tigre, Eufrates e Nilo, o chamado "Crescente Fértil". Mais tarde Roma desenvolveu-se à beira do Tibre e de seu império fez-se a "civilização ocidental cristã". Esta, hoje, na sua mais grave crise, devia se ver refletida nos rios que poluiu…

No Brasil os rios foram os caminhos para a interiorização desta civilização trazida pelos portugueses. As "entradas e bandeiras" paulistas seguiram o rio Tietê. Pelo São Francisco entraram os senhores de terra, postando currais de gado e famílias de escravos – nascia a "civilização do couro" às margens do "rio dos currais". Antes, os povos originários de Pindorama procuravam os cursos d'água e deles faziam os eixos de suas culturas. Acabaram ensinando o português a tomar banho…

Mas não apenas da civilização humana as águas são a fonte e o sustento, também da incomensurável biodiversidade. Todo mundo já aprendeu, ou deveria, que sem água não há vida.

Hoje, porém, no campo e nas cidades, os rios estão moribundos. De cada dez rios brasileiros sete estão poluídos. Todos os rios que cortam cidades, das megalópolis aos vilarejos, viraram esgotos, latrina, lixeira. Preservar as águas não é da lógica que rege o desenvolvimento. Hoje nos damos conta do grave problema que são a corrosão dos recursos naturais e o lixo excessivo que nosso estilo de vida produz. As águas são as primeiras a sinalizar o início do fim…

Da combinação de terra, água, luz solar e zelo feminino, nasceu a agricultura, há 12 mil anos. De lá para cá, a tecnologia evoluiu não só no controle dos fatores de produção agrícola, como até ao ponto de prescindir destes fatores. No vale do São Francisco, há fazendas em que o solo não é mais que sustentáculo da planta, toda a nutrição é artificial, feita por microgotejamento eletrônico. O "agricultor" está sentado ao computador numa sala climatizada, teclando as quantidades de fertilizantes que vão pela água bombeada do rio… Os gases liberados pelos fertilizantes químicos são dos piores de origem agropecuária, que respondem por 25% dos gases de efeito estufa que aquecem o planeta.

Calcula-se que nas fazendas de irrigação de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), no São Francisco, sejam despejadas três toneladas de agrotóxicos diariamente. O rio é o destino da maior parte deste veneno. O Brasil tornou-se em 2008 o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, perto de 400 mil toneladas, um negócio que mobilizou US$ 7 bilhões. Falta pouco para um quarto do que consome o mundo: 2 milhões de toneladas.

O modelo da moderna agricultura, também chamada "Revolução Verde", se impôs para "desenvolver" as áreas rurais. A concentração da terra e da água, das sementes e dos investimentos públicos em grandes empresas agropecuárias aumentou a produção, mas de commodities (soja, carne, suco de laranja e, logo, etanol) para exportação e especulação no mercado de capitais. Cai o consumo de arroz e feijão, o que significa má alimentação e fome. As cidades violentas e inseguras, não param de inchar. O campo restou esvaziado para domínio do agronegócio globalizado, miséria camponesa e degradação ambiental.

Apesar dos sinais mais que evidentes de que por esse caminho não há futuro, vive-se hoje no Brasil franca expansão do agronegócio hidrointensivo, na onda dos agrocombustíveis, falsa solução para o aquecimento global. Intensifica-se a irrigação, que já consome 70% das águas disponíveis do planeta, inclusive no Brasil.

A transposição de águas do São Francisco para o Nordeste Setentrional é exemplo cabal. A sede humana é só justificativa marqueteira. O verdadeiro interesse é expandir o modelo falido. A irrigação no Nordeste não funcionou como indutora do desenvolvimento, é duvidosa economicamente e um desastre social e ambiental.

Ao par da irrigação e dos esgotos, as barragens e hidrelétricas condenaram nossos rios. E não param de aumentar, sem que não se discutam os custos, nem para que e para quem tanta energia.

Se é verdade que "um rio é como um espelho que reflete os valores de uma sociedade", a nossa não vale o que bebe e come…

Esgotado o "desenvolvimento", precisamos recuperar o "envolvimento". Aí, só a agroecologia pode nos salvar, salvando a terra, os rios, a agrobiodiversidade, os territórios, as tradições culturais, a soberania alimentar. Nisto os povos originários, sobreviventes à colonização, têm muito a nos ensinar.

A gestão territorial e participativa das águas através dos comitês de bacias poderá até contribuir para piorar o quadro, se for subserviente aos interesses expansionistas do capital. A luta maior é pela revitalização integral. Por isso bradamos "São Francisco vivo, terra e água, rio e povo".

14/07/2009

Cidade australiana proíbe água engarrafada

[Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090708_australiaagua_ba.shtml]

Cidade australiana proíbe água engarrafada

Garrafa d'água

Campanha afirma que água engarrafada é ruim para o meio ambiente

Uma cidade rural no sul da Austrália votou por maioria quase absoluta pela proibição da venda de água engarrafada por causa de seu impacto sobre o meio ambiente.

Ativistas disseram que Bundanoon, em Nova Gales do Sul, é provavelmente a primeira comunidade do mundo a adotar tal medida.

A campanha pela proibição alega que a extração, embalagem e transporte da água engarrafada usam muitos recursos.

Além disso, as garrafas plásticas vazias terminam em depósitos de lixo, afirma a campanha "Bundy on Tap", que significa "Bundy (apelido da cidade) na torneira".

Mais de 350 moradores da cidade compareceram à prefeitura para votar em uma reunião aberta.

Só um morador votou contra a proibição, junto com um representante da indústria de água engarrafada, informou a rede de tv australiana ABC.

Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, os moradores da cidade prometeram não perturbar os visitantes se eles ignorarem a proibição, mas vão encorajá-los a encher uma garrafa reutilizável nos bebedores da rua principal de Bundanoon.

As garrafas vão ter o slogan "Bundy on Tap".

Campanha

Um dos líderes da campanha, John Dee, disse que a opinião mudou na cidade quando uma empresa de bebidas anunciou planos de explorar um reservatório subterrâneo em Bundanoon.

"A empresa queria extrair a água localmente, levá-la para Sydney, onde seria engarrafada, e transportá-la de volta para vendê-la na cidade", disse ele.

"Isso fez com que as pessoas se dessem conta do impacto ambiental da água engarrafada e levantou a discussão na cidade."

A proibição foi apoiada por proprietários de lojas na cidade, que tem cerca de 2.500 habitantes.

"Nós acreditamos que Bundanoon seja a primeira cidade do mundo que fez com que seus lojistas proibissem a venda de água engarrafada", disse Dee. "Ainda não vimos isso em nenhum outro lugar".

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Nathan Rees apoiou a causa, ordenando que todos os departamentos do governo parem de comprar água engarrafada e passem a usar água da torneira.

Rees afirmou que a medida vai economizar o dinheiro do contribuinte e ajudar o meio ambiente


IV Congreso Iberoamericano Sobre Desarrollo y Ambiente, CISDA IV

"Construyendo Modelos Alternativos de Desarrollo"
5 al 10 de octubre de 2009
Bogotá D.C.-Colombia

CISDA IV: Construyendo Modelos Alternativos de Desarrollo, abordará temas que están estrechamente relacionados con los marcos de trabajo de las Conferencias Internacionales sobre Desarrollo y Ambiente de Río de Janeiro y Johannesburgo y otros eventos internacionales más recientes en el contexto de América Latina y de la península Ibérica.

Website: http://www.cisdaiv.unal.edu.co



VI Congresso Brasileiro de Biodiesel

A Universidade Federal de Lavras promoverá, no período de 24 a 28 de agosto de 2009, o 6º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, na cidade de Montes Claros, Minas Gerais. Este evento tem sido referência nacional para as áreas de produção de plantas oleaginosas, óleos vegetais, gorduras e biodiesel.

As informações sobre o congresso podem ser obtidas no site http://oleo.ufla.br.


04/07/2009

Database on threatened lakes of India

CSE has created an interactive database on threatened lakes of India. Please visit the site and submit your comments. Please write to us whether there is a polluted lake in your area. You can help us with your articles, photographs or news of lakes. You can even write to us about people who are fighting to save lakes (encroached, polluted or where livelihood is under threat).

http://www.rainwaterharvesting.org/public_interest.htm


[Sushmita - Water Unit, Centre for Science and Environment]

01/07/2009

Coastal Zone Management of River Deltas and Low Land Coastlines International Conference, Alexandria, Egypt, March 6-10, 2010

Registration for this first international conference on Coastal Zone Management of River Deltas and Low Land Coastlines in Alexandria, Egypt is available for those wishing to attend the conference. For full information regarding technical program, registration, events, tours, and the conference organization team, please visit the website at: www.nwrc-egypt.info

For the technical program, more than 80 paper abstracts were submitted from  authors residing in many countries in the Far East, Europe, North and South America while the rest were from the Middle East and Africa which makes the conference truly international in representation. The conference opening remarks will be delivered by Professor R.L. Wiegel of the University of California, Berkeley, USA.

The papers submitted cover topics that include: geological processes of deltas and river mouths; coastal change processes and human influences on coasts; coastal defense restoration and erosion mitigation; coastal modeling and risk management; coast and beach ecosystems; dune and wetland management; coastal pollution; contamination control and disaster management; impact of coastal defense systems on ecology of coastal zones; sustainable construction materials for marine and coastal structures; impacts of climate change and adaptation policies; sustainable coastal management human influence on coasts; and case studies of major deltas and low land coastlines.

The conference is hosted by the Ministry of Water Resources and Irrigation in Egypt in corporation with local organizations to capitalize on the initiative drive of Costamarine Technologies and Coastal Zone Foundation in the USA. The US co-sponsors are ASCE, USGS, ASBPA, and NOAA. Members of the US co-sponsors will receive 15% reduction in conference registration fees.

Nabil Ismail, Costmarine Technologies; Orville Magoon, Coastal Zone Foundation, USA

Find more information here:
www.nwrc-egypt.info